quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Sempre me disseram: “mudar dói”

   Nada mais desafiador que a mudança, nada mais dolorido que a decisão de mudar, ou não?
   Desafiar seus neurônios, seu corpo, sua inteligência, seu bom humor e sua paciência para a mudança.
   Tudo no mundo está em movimento. Nada mais inerente ao ser humano, do que  mudar. Numa perspectiva que a mudança é encarada como uma evolução e por isso uma melhoria, em certas ocasiões a mudança simplesmente nos chega, mas fora a parte romântica, creio que toda mudança é positiva. Basta mudar o foco, olhar..e  se necessário olhar mais ainda.
   Dói? Dói sim, sair do ninho e lançar-se rumo ao desconhecido.   Desprender-se de manias, de conhecimento adquirido que no fundo nos tornam chatos apegados a sua função, ao seu cargo, àquele relacionamento que não te deixa feliz.
   As tendências apontam mudanças. De valores, de moda, de costumes. Elas por si só são apenas tendências e, tem uma característica fundamental o caráter de fim,  de que até a tendência muda(1), e aquela que era... deixa de ser. A moda utiliza-se muito deste conceito uma vez que precisa girar a roda da economia, e como nós humanos queremos sempre as novidades, o consumo aumenta, pois inclusive nossa vestimenta necessita de mudanças.
   Diderot afirma que “o ser humano nada mais é do que a soma de um certo numero de tendências” (1), uma vez que todos nós caminhamos inexoravelmente, nos dirigimos para um fim. Ora somos, ora não somos.
   Acredita-se que prestando atenção as tendências é possível prever o futuro, a própria vida nos dá indícios do que está por vir, no trabalho, no relacionamento, nas amizades... basta olhar, e se preparar para mudar.     Cheirar o seu queijo para saber quando está envelhecendo, nos ensinam os ratinhos do livro “Quem mexeu no meu queijo” (2).

(1)    CALDAS, Dario. Observatório de sinais: teoria e prática da pesquisa de tendências. 2 ed. Rio de Janeiro: Ed. SENAC Rio, 2006.
(2)    JOHSON, Spencer. Quem mexeu no meu queijo. 1 ed.Tradução de:Maria Clara De Biase. Rio de Janeiro: Ed. Record, 2000.

Nenhum comentário:

Postar um comentário