quinta-feira, 31 de março de 2011

Prometo ser fiel

“... já beijei um, já beijei dois, já beijei três ...”
     Num mundo que prega a curtição certos valores são deixados de lado. A própria construção destes valores fica a parte onde o sentido do "ter" e "parecer" fica em evidencia.
     Olhei profundamente pra geladeira, e em meio a limpeza (primeira de minha vida) vi tantas marcas, tantos rótulos.
     Marcas conhecidas, marcas mais baratas: com qualidade menor ou as vezes apenas menor valor agregado de marca. O processo de compra envolve a decisão do que escolher, e de como pagar a escolha.
     Nesse processo nem sempre a fidelidade torna-se possível. O mundo é capitalista e como dizia um saudoso professor: “o mundo é mau”.
     Engraçado, olhe em sua geladeira, seu armário, sua prateleira no banheiro. Reconhece certas marcas que haviam na casa dos pais? Ou é a saudade que busca elementos de referência. Ou é a garantia da qualidade. Ou o alto preço ao se pagar por erros: dinheiro contadinho faz coisas (heheh).
     Parece aquele olhar de criança ao ver os rótulos coloridos, os formatos de embalagens diferentes, de marcas que vão apenas aprimorando mas mantém sua referência no layout, ou na própria perpetuação da marca, por exemplo, Toddy, Coca-Cola, Maisena, e outros..
     Penso que desde crianças somos conduzidos ao consumo. E quando passamos a morar sozinho, a ter o poder de compra, meio que inconscientemente vamos para o lugar comum, das embalagens conhecidas, das marcas aprovadas por nossas referencias, os pais, neste caso.
      Cuidemos de nossas crianças, aprimoremos nosso olhar e paladar.
      Voar é preciso, mas como diz uma canção “é preciso olhar os pais como eles voam e aperfeiçoar...”




para Entre Cochichos - Janine Salvaro 

domingo, 13 de março de 2011

Conquistar sim, frustar não.

        Sujeitinho mais difícil de agradar esse tal de consumidor. Inúmeras marcas estão por aí a todo momento, buscando encantar ou seduzir (por assim dizer) nós, os consumidores.
Nada de mal ok, vale a lei da "oferta e da procura". Se fosse apenas isso, mas onde ficam as expectativas que criamos com determinados produtos, e serviços? Nada de culpa nossa é claro, afinal somos cercados de mensagens: “lava mais branco”, “energia que dá gosto”, “a verdadeira maionese”, “ a vida com S é mais gostosa”, e por aí vai... São promessas que nós consumidores quase (mas quase mesmo) acreditamos e, daí para a frustração quando o produto ou serviço não nos satisfaz é um passo. Uma piscadela de olho.

       Nada mais frustrante do que a experiência de compra e uso de um produto/serviço tão esperado. Quando você queria colorido e veio listrado. Quando você pediu quente e veio morno, e tantas outras coisinhas. Em ambientes cheios, é quase um paralelo o público entra e a qualidade sai.
       Qualquer semelhança com a tal da frustração em nossos relacionamentos é mera coincidência, ou nossa exigência anda lá em cima, ou as relações sociais andam balançando.
       Em dez/10 o ranking de reclamações do Procon na Capital pertencia a uma empresa de telefonia (isso que reduziu em 22%*). Mas além dela, quantas outras empresas figuram na lista.
       E isso que dizem por aí que, com o acesso às mídias sociais ficou mais fácil reclamar ou expor a situação.

       Recentemente tive que resolver uma situação sobre um GPS (empresa Nav City), o referido  era um presente, e quando a pessoa foi abrir a embalagem, cadê o GPS? Parabenizo a empresa que, após algumas conversas conseguiu solucionar o problema.

       Aproveite consumidor, exija seus direitos, com bom senso e educação, nada que uma boa negociação não consiga superar.