“... já beijei um, já beijei dois, já beijei três ...”
Num mundo que prega a curtição certos valores são deixados de lado. A própria construção destes valores fica a parte onde o sentido do "ter" e "parecer" fica em evidencia.
Olhei profundamente pra geladeira, e em meio a limpeza (primeira de minha vida) vi tantas marcas, tantos rótulos.
Marcas conhecidas, marcas mais baratas: com qualidade menor ou as vezes apenas menor valor agregado de marca. O processo de compra envolve a decisão do que escolher, e de como pagar a escolha.
Nesse processo nem sempre a fidelidade torna-se possível. O mundo é capitalista e como dizia um saudoso professor: “o mundo é mau”.
Engraçado, olhe em sua geladeira, seu armário, sua prateleira no banheiro. Reconhece certas marcas que haviam na casa dos pais? Ou é a saudade que busca elementos de referência. Ou é a garantia da qualidade. Ou o alto preço ao se pagar por erros: dinheiro contadinho faz coisas (heheh).
Parece aquele olhar de criança ao ver os rótulos coloridos, os formatos de embalagens diferentes, de marcas que vão apenas aprimorando mas mantém sua referência no layout, ou na própria perpetuação da marca, por exemplo, Toddy, Coca-Cola, Maisena, e outros..
Penso que desde crianças somos conduzidos ao consumo. E quando passamos a morar sozinho, a ter o poder de compra, meio que inconscientemente vamos para o lugar comum, das embalagens conhecidas, das marcas aprovadas por nossas referencias, os pais, neste caso.
Cuidemos de nossas crianças, aprimoremos nosso olhar e paladar.
Voar é preciso, mas como diz uma canção “é preciso olhar os pais como eles voam e aperfeiçoar...”
para Entre Cochichos - Janine Salvaro
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